quinta-feira, 21 de junho de 2012

Ana e o Mar

Já parou para pensar nas estações do ano? Já tirou uma hora do seu dia para observar véu do azul índigo? E o pôr-do-sol oriundo? Aos que sabem apreciar a coisas simples da vida ao parabenizo e aos que não sabem eu acho lastimável, mas não julgo. Apreciem a estória da forma que desejar:
Silêncio! Não se consegue ouvir o mar. Por favor… Deixe-lhe ao alento estro das entrelinhas que poetas não explicam. No azul anil de suas íris é possível observar o náufrago silencioso de sentimentos não recíproco. O seu mar é vigente peregrino, anda pelas romarias a esmo. E ela? É quasímoda de poesia.
Menina Mariana… Ó. Havia muitos nomes que a completavam. Chamavam-na carinhosamente de Ana, ar, amar, mar. Diz-se que se tu põe um “a” no frente do “mar” ele fica maior. Diz-se também que amor rima com dor. Sem discordância até aí.
Ana era sonhadora lunática e sempre deu valor a cada ínfimo detalhe que a vida lhe oferecia. Ana e o mar, mar e Ana. Era feliz antes de se apaixonar pelo inconstante.

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