Sonata de primaveira.
Dopo quei giorni a Firenze, il disegno di lei per la città amata, tutte le foto che le fece, per le vie e lungo l'arno, e nell'intimità di una camera, dopo tutto questo si stupì di ricordare con tenerezza quel suo piccolo regalo, le spalline di un vestito abbassate, lo sguardo pensieroso e malinconico, un pendaglio delizioso, immerso tra i seni.
In quella piccola cosa c'era tutta la sua fiducia.
Francesco Dal Corso
Mais uma do meu poeta italiano preferido.
Feritoie: http://feritoie.wordpress.com/2012/08/19/847/
Malinconiche Aspirazioni: http://www.facebook.com/malinconiche.aspirazioni
quinta-feira, 23 de agosto de 2012
domingo, 19 de agosto de 2012
Malinconiche Aspirazioni
Lei era lì, da qualche parte, sacra e profana,
musa derelitta e forza sovrana.
Attendeva il momento giusto,
per prenderlo per mano, rubandolo all'ozio,
alle canicole, ma non alla poesia.
E' la poesia a cogliere di sorpresa
la tua anima tranquilla.
La poesia, con unghie feline,
inchioda la nostra serenità a terra.
La poesia è l'unico sguardo da cui sappiamo farci domare,
il solo angolo in cui raccogliere,
veste dopo veste, ogni nuovo eden.
Francesco Dal Corso
P.s.: Essa poesia - escrita especialmente para mim -, foi por Francesco Dal Corso um dos escritores do blog Feritoie e o autor da página Malinconiche Aspirazioni.
Segue a baixo o link:
Feritoie: http://feritoie.wordpress.com/2012/08/19/847/
Malinconiche Aspirazioni: http://www.facebook.com/malinconiche.aspirazioni
musa derelitta e forza sovrana.
Attendeva il momento giusto,
per prenderlo per mano, rubandolo all'ozio,
alle canicole, ma non alla poesia.
E' la poesia a cogliere di sorpresa
la tua anima tranquilla.
La poesia, con unghie feline,
inchioda la nostra serenità a terra.
La poesia è l'unico sguardo da cui sappiamo farci domare,
il solo angolo in cui raccogliere,
veste dopo veste, ogni nuovo eden.
Francesco Dal Corso
P.s.: Essa poesia - escrita especialmente para mim -, foi por Francesco Dal Corso um dos escritores do blog Feritoie e o autor da página Malinconiche Aspirazioni.
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Feritoie: http://feritoie.wordpress.com/2012/08/19/847/
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Tinta a óleo
Parece até que virei uma tinta a óleo. Ponha-me ao fogo ou deixe-me ao
alento. Eu tenho gostos, sensações, sentidos, pensamentos e gestos
diferentes. Mas existe um “eu” dentro de mim que eu preciso desvencilhar
e quando não dá nem para tentar eu preciso persuadir um pensamento
positivo. Olhe em meus olhos, vamos. Consegue ver esse crisântemo de
íris intensas? Parece que tudo o que eu digo sobre mim paira sobre o ar
como poesia. Seria está uma poesia triste? Ou não? Seria esta a
intenção? Nem eu sei! Parece até que fui feita a tinta a óleo.
quarta-feira, 11 de julho de 2012
Fotografia
Uma paixão.
Uma admiração.
Um olhar cauteloso.
Um foco no infinito.
Um toque de amor em cada clic.
Fotografar é abrir os olhos para o mundo.
É saber observar e tirar proveito das pequenas coisas que a vida lhe propõe.
É amar o simples.
Dedico ao meu querido fotografo italiano Giuseppe Ungaro.
Uma admiração.
Um olhar cauteloso.
Um foco no infinito.
Um toque de amor em cada clic.
Fotografar é abrir os olhos para o mundo.
É saber observar e tirar proveito das pequenas coisas que a vida lhe propõe.
É amar o simples.
Dedico ao meu querido fotografo italiano Giuseppe Ungaro.
quarta-feira, 4 de julho de 2012
Eu sou do contra!
Muitas pessoas me perguntam porque eu escolhi fazer esse curso de um mês na Itália. Porque Itália. Então... Itália era um sonho de pequena e eu costumo dizer que sou "uma jovem idosa". Adoro coisas antigas e eu sei latim e sempre estive por dentro da história da arte e então estudei bastante sobre a Itália. Enfim. Eu decidi ir para Florença porque fica "perto" de tudo e a região da Toscana é incrível.
Tenho parentes que acham que "eu sou do contra" porque todo mundo escolhe fazer o primeiro intercâmbio para os paises que falam inglês e eu escolhi ir praticar outro idioma. Estou programando de ir no ano que vem para a Irlanda. Enquanto isso vou postar coisas sobre o intercâmbio na Itália.
Obs: Eu não vou ciar um novo blog para isso até pode me enrolar bastante então vou manter nesse os meus textos e assuntos sobre a minha viagem.
Bacio di luce.
quinta-feira, 21 de junho de 2012
Auréola d'profundo onirismo
Quimera alvitre de desespero:
— essa borboleta não voa, Maria!
é prisioneira de si própria e sempre será.
Mas de uma coisa eu te digo,
ela é determinada e encantadora.
Todavia, diz-se que o diabo mora nos detalhes.
— essa borboleta não voa, Maria!
é prisioneira de si própria e sempre será.
Mas de uma coisa eu te digo,
ela é determinada e encantadora.
Todavia, diz-se que o diabo mora nos detalhes.
Sobre a felicidade
Ser feliz exige um tanto de esforço e muita simplicidade. O que você
faz pra estar feliz é tão simples e momentâneo. Mas… Ei, você! Não
fique aí parada nesse canto esperando a vida passar. Levanta essa cabeça
e foca n’uma outra coisa que não seja dor que se passa nesse teu
coração sofrido. Transforme esse teu mundinho de Tim Burton num
colorido e radiante. Eu posso lhe ajudar. Me dê sua mão e confie em mim.
Eu prometo que vou mostrar-lhe o que só se vê em sonhos. Eu vou te
ensinar a ver o caminho para ser feliz. Tu, sabes que há uma diferença
entre ser e estar, correto?
Preparada pra entrar no mundo onírico?
Preparada pra entrar no mundo onírico?
Ladrilhar de flores
O luar caramelado observava as almas apressadas vagando pelo asfalto
onírico do paraíso tropical. Era janeiro de 1995, Saturno governava
sobre os céus. Na terra, os pés apressados ondeavam sob o gládio da lua
quarto-crescente, almejando por quaisquer aragem a beijar o rosto
vertente de umidade. O clima tropical fundia entre os poros das oleosas
peles abençoadas pelo sol. Nos corpos térmicos, 40ºC de sonhos volvidos.
As estrelas jaziam sobre o sombrio manto remoto, adornando o infinito
tenebroso reinado pela constelação de capricórnio. O vento hostil
abafava a respiração ofegante de corpos providos de cansaço. Entre o
perambular caótico, um clamor sobre o leito hospitalar calou o berro
intragável dos carros da avenida.
- Nasceu! - Exclamou o médico, contente. - É uma menina! - Prosseguiu, emocionado ao fitar o rosto de tom rútilo. Os lábios salmão eram relativamente espessos, e o nariz era franzino e arredondado. O olhar, por sua vez, era de uma coloração penetrante, negra como o petróleo; como se houvesse um enredo de mistérios mascarados por trás do breu de sua íris turva. Dentre o emaranhar de seus encarquilhados cabelos, seus fios amadeirados velavam a pólvora dos desejos daqueles que embrenhariam-se dentre estes. Bordada de virtudes, nascia a menina. Nos céus, os deuses comemoravam o ato divino, e junto de Dionísio, embriagavam-se ao som de seu brado ventoso. Por fim, Irís, mensageira dos deuses, ascendeu aos céus anunciando bravamente: Brena… esse é seu nome!
Escrito por Tayne como presente de aniversário para Brena Simões.
- Nasceu! - Exclamou o médico, contente. - É uma menina! - Prosseguiu, emocionado ao fitar o rosto de tom rútilo. Os lábios salmão eram relativamente espessos, e o nariz era franzino e arredondado. O olhar, por sua vez, era de uma coloração penetrante, negra como o petróleo; como se houvesse um enredo de mistérios mascarados por trás do breu de sua íris turva. Dentre o emaranhar de seus encarquilhados cabelos, seus fios amadeirados velavam a pólvora dos desejos daqueles que embrenhariam-se dentre estes. Bordada de virtudes, nascia a menina. Nos céus, os deuses comemoravam o ato divino, e junto de Dionísio, embriagavam-se ao som de seu brado ventoso. Por fim, Irís, mensageira dos deuses, ascendeu aos céus anunciando bravamente: Brena… esse é seu nome!
Escrito por Tayne como presente de aniversário para Brena Simões.
Ela é feita de poesia
Menina moça, dos lábios cobertos de flores.
Dos cabelos negros como o luar, a meiguice solta pelo ar.
Menina poesia, menina luz, menina amor.
Dona do ar e do mar, princesa flor.
Formosa donzela, dos versos quentes.
Enfeitiçou-me o olho, esse rosto sorridente.
Dona da poesia, essa menina é.
Faz das palavras um lar aconchegante
Traz-me o desejo de um amor incessante.
Menina moça, vem e me cobre de luz, me enche de flor.
De: Mila
Para: Brena Simões
Dos cabelos negros como o luar, a meiguice solta pelo ar.
Menina poesia, menina luz, menina amor.
Dona do ar e do mar, princesa flor.
Formosa donzela, dos versos quentes.
Enfeitiçou-me o olho, esse rosto sorridente.
Dona da poesia, essa menina é.
Faz das palavras um lar aconchegante
Traz-me o desejo de um amor incessante.
Menina moça, vem e me cobre de luz, me enche de flor.
De: Mila
Para: Brena Simões
Ana e o Mar
Já parou para pensar nas estações do ano? Já tirou uma hora do seu dia
para observar véu do azul índigo? E o pôr-do-sol oriundo? Aos que sabem
apreciar a coisas simples da vida ao parabenizo e aos que não sabem eu
acho lastimável, mas não julgo. Apreciem a estória da forma que desejar:
Silêncio! Não se consegue ouvir o mar. Por favor… Deixe-lhe ao alento estro das entrelinhas que poetas não explicam. No azul anil de suas íris é possível observar o náufrago silencioso de sentimentos não recíproco. O seu mar é vigente peregrino, anda pelas romarias a esmo. E ela? É quasímoda de poesia.
Menina Mariana… Ó. Havia muitos nomes que a completavam. Chamavam-na carinhosamente de Ana, ar, amar, mar. Diz-se que se tu põe um “a” no frente do “mar” ele fica maior. Diz-se também que amor rima com dor. Sem discordância até aí.
Ana era sonhadora lunática e sempre deu valor a cada ínfimo detalhe que a vida lhe oferecia. Ana e o mar, mar e Ana. Era feliz antes de se apaixonar pelo inconstante.
Silêncio! Não se consegue ouvir o mar. Por favor… Deixe-lhe ao alento estro das entrelinhas que poetas não explicam. No azul anil de suas íris é possível observar o náufrago silencioso de sentimentos não recíproco. O seu mar é vigente peregrino, anda pelas romarias a esmo. E ela? É quasímoda de poesia.
Menina Mariana… Ó. Havia muitos nomes que a completavam. Chamavam-na carinhosamente de Ana, ar, amar, mar. Diz-se que se tu põe um “a” no frente do “mar” ele fica maior. Diz-se também que amor rima com dor. Sem discordância até aí.
Ana era sonhadora lunática e sempre deu valor a cada ínfimo detalhe que a vida lhe oferecia. Ana e o mar, mar e Ana. Era feliz antes de se apaixonar pelo inconstante.
Bailarina
Bailarina, que outrora era surdina de poesia
e hoje, faz-se presente na minha vida
tornando-me quasímoda de poesia.
Bailarina que outrora se fazia presente hoje, se esconde dentre as peônias coloridas da primavera. Violáceo é o anil de tuas íris. Perdoe-me, mas eu não posso deixar de falar dos olhos dessa menina e muito menos dos lábios de mel. É uma face angelical e um jeito de fada que encanta. Aparenta até ser uma quimera de devaneos oníricos as poesias que faço sobre ela. Eu poderia passar o dia em claro só para tentar escrever alguma coisa mágica em relação à doce primavera da minha vida mas eu não encontro gestos, poesias, contos, versos e nem nada que se encaixe no paroxismo hermético que eclode dentro do coração daquela bailarina.
e hoje, faz-se presente na minha vida
tornando-me quasímoda de poesia.
Bailarina que outrora se fazia presente hoje, se esconde dentre as peônias coloridas da primavera. Violáceo é o anil de tuas íris. Perdoe-me, mas eu não posso deixar de falar dos olhos dessa menina e muito menos dos lábios de mel. É uma face angelical e um jeito de fada que encanta. Aparenta até ser uma quimera de devaneos oníricos as poesias que faço sobre ela. Eu poderia passar o dia em claro só para tentar escrever alguma coisa mágica em relação à doce primavera da minha vida mas eu não encontro gestos, poesias, contos, versos e nem nada que se encaixe no paroxismo hermético que eclode dentro do coração daquela bailarina.
Examinar prudente
Diz-se que ela tem um jeito encantador. Único. Quiçá meio engraçado
também. Diz-se que sua voz é tão doce e serena que poderia escutá-la a
noite toda. Diz-se que sem ela, ele se sentia vazio e que um simples
“oi” que ela dizia era o suficiente para deixá-lo com um sorriso enorme
nos lábios. Diz-se que o diabo mora nos detalhes também. Diz-se.
Dádiva de Deus
Tu conseguiste alindar ainda mais meu coração.
Alto atral, alto astral. Em tão pouco tempo…
Não consigo esconder minha ansiedade quando penso em você.
Não vejo a hora de me perder no anil de tuas íris azul-celeste.
De ouvir tua voz sussurrando poemas ao meu ouvido,
de sorrir teu sorriso e acariciar teus cachos de anjo e por fim,
beijar teus lábios, meu querubim.
Alto atral, alto astral. Em tão pouco tempo…
Não consigo esconder minha ansiedade quando penso em você.
Não vejo a hora de me perder no anil de tuas íris azul-celeste.
De ouvir tua voz sussurrando poemas ao meu ouvido,
de sorrir teu sorriso e acariciar teus cachos de anjo e por fim,
beijar teus lábios, meu querubim.
Depois da chuva...
O estrepitar inquieto da chuva permanecia sem parar durante aquela noite
onde o silêncio dominava o elucidar de dois corações apaixonados se
tornando um só dentre um lençol de cama. Num interlúdio abrupto diz-se
ao escuro ‘eu te amo’ sussurado ao pé do ouvido da amada. Era o
miocárdio do paroxismo de um amor segreda e quase que doentio. Alcova
resfolegante ao gemidos baixinhos de puro prazer. Fronte ao homem que a
chamava de ‘minha menina’ pudera observar as íris de um tom mel
misturado com verde suave. Ó… sopitável mundo nevoento. (…)
Mãe
Delicada; tão quanto uma flor. Forte; tão como o vento e a saudade.
Doce; tão quanto o mel. Ao alento de uma vida imprevisível e quiçá
recíproca nossas almas se encontraram de uma forma tão graciosa e tão
pura. Duvido que haja amor mais sincero que este. E tuas fases
imprevisíveis eu levo comigo os pequenos detalhes de uma vida inteira ao
seu lado.
Perdoe-me se estou fazendo disso uma despedida mas essa é a intenção. Ou não. O dia de amanhã é tão incerto e essas palavras são tão simples para descrever o amor que eu sinto por ti, senhora. Levarei comigo tuas frases que não foram ditas mas que por um simples olhar eu soube decifrá-las. Se tu diz que morrerás por mim, saibas que por ti eu farei o mesmo. Gostaria de lhe agradecer, mãe, por todo amor que a senhora me deu e continua por dá. Eu te amo.
Perdoe-me se estou fazendo disso uma despedida mas essa é a intenção. Ou não. O dia de amanhã é tão incerto e essas palavras são tão simples para descrever o amor que eu sinto por ti, senhora. Levarei comigo tuas frases que não foram ditas mas que por um simples olhar eu soube decifrá-las. Se tu diz que morrerás por mim, saibas que por ti eu farei o mesmo. Gostaria de lhe agradecer, mãe, por todo amor que a senhora me deu e continua por dá. Eu te amo.
Raio de luar
Diz-se que tu és um anjo. Se tu fores um anjo de verdade, raio de luar,
terias a bondade de ser a calmaria para o meu coração sofrido de amor?
O teu sorriso, leãozinho...
Sob o interlúdio recíproco de sentimento inexistentes eu vejo que tudo é
uma coisa só. Uma palavra não dita e um olhar não percebido. Estás
distante, querubim. Tanto que eu nem consigo mais te ver e muito menos
te sentir. Sinto falta das tuas palavras, o teus olhares e do seu
sorriso. Ah! O seu sorriso. Seus olhos são como o inverno invadindo a
primavera. Mas ele veio tão gracioso e cheio de brandura que é
irresistível. Eu quero me perder de novo nessas íris azul índigo que me
enchem de paz. Mas nesse teu mar de íris tão belas guarda tantos
segredos e tanta dor, meu bem-querer. A essência que vai se espargindo
translouca por dentre nós dois é tão intensa. O mugir do meu amor
quasímodo de poesia está por atormentar-me os dias. Esse amor que se
esvaecê por dentro, é você. Deixa eu azulear essa antítese que enaltecê o
recinto. N’um mundo amiúde que é o nosso, deixa perdurar esse
sentimento tão sacro. Deixa acontecer, deixa ficar, deixa eu encontrar,
deixa eu te amar.
Uma carta que nunca será enviada
Meu bem-querer,
Diz-se que o arco-íris só aparece depois da chuva o que de fato é verdade. Estou na calmaria do meu lar, estou no coração da selva. Gaia sempre se faz presente na minha vida tão formosa e primordial com tuas peônias vermelhas, rosadas e brancas. São tantas as cores desse paraíso. Hoje ao entardecer eu fiz questão de contemplar Apolo que, graciosamente permitiu que tua irmã Ártemis tomasse o seu lugar para iluminar o planeta terra. Há uma cachoeira bem do lado de casa e está reflete a minh’alma serena e que de noite é um dos sons mais convidativos e relaxantes que a natureza pode oferecer. Parece o canto das ninfas náiades que dançam pelo bosque detrás do recinto. Mamãe diz que temos plantas frutíferas por aqui mas ainda não tive tempo para explorar essa parte, infelizmente.
O motivo dessa carta é que eu preciso lhe dizer que você é o pássaro azul do meu jardim. Tu tens asas para voar e muitos motivos para ficar, sabes disso. Quero que sejas feliz independente de tudo, leãozinho. Do meu lado ou não. No que precisar estarei aqui para ser sua amiga e guardar seus segredos.
Brizzabella.
Diz-se que o arco-íris só aparece depois da chuva o que de fato é verdade. Estou na calmaria do meu lar, estou no coração da selva. Gaia sempre se faz presente na minha vida tão formosa e primordial com tuas peônias vermelhas, rosadas e brancas. São tantas as cores desse paraíso. Hoje ao entardecer eu fiz questão de contemplar Apolo que, graciosamente permitiu que tua irmã Ártemis tomasse o seu lugar para iluminar o planeta terra. Há uma cachoeira bem do lado de casa e está reflete a minh’alma serena e que de noite é um dos sons mais convidativos e relaxantes que a natureza pode oferecer. Parece o canto das ninfas náiades que dançam pelo bosque detrás do recinto. Mamãe diz que temos plantas frutíferas por aqui mas ainda não tive tempo para explorar essa parte, infelizmente.
O motivo dessa carta é que eu preciso lhe dizer que você é o pássaro azul do meu jardim. Tu tens asas para voar e muitos motivos para ficar, sabes disso. Quero que sejas feliz independente de tudo, leãozinho. Do meu lado ou não. No que precisar estarei aqui para ser sua amiga e guardar seus segredos.
Brizzabella.
Una lettera senza poesia
Vamos mistificar esse amor sem escrúpulos. Não dê um passo para trás
agora, meu bem-querer. Você foi sádico com os meus sentimentos desde o
princípio, e eu bobinha adorando toda aquela fantasia deixe-me levar por
suas mentiras. Ardilosamente fui-me destruindo por dentro como se o que
existia de melhor tivesse sido arrancado do meu peito. Acha mesmo que
toda essa ilusão foi indolente para mim? Enganou-se. Eu imporei por
eutanásia e me deram distanasia. Erraram na dose e me mataram por
dentro! Deixe-me sozinha, por favor. Do pandemônio que é você eu não
quero mais drenar nem um tipo de sentimento suscetível. Adeus.
Tinta a óleo
Parece até que virei uma tinta a óleo. Ponha-me ao fogo ou deixe-me ao
alento. Eu tenho gostos, sensações, sentidos, pensamentos e gestos
diferentes. Mas existe um “eu” dentro de mim que eu preciso desvencilhar
e quando não dá nem para tentar eu preciso persuadir um pensamento
positivo. Olhe em meus olhos, vamos. Consegue ver esse crisântemo de
íris intensas? Parece que tudo o que eu digo sobre mim paira sobre o ar
como poesia. Seria está uma poesia triste? Ou não? Seria esta a
intenção? Nem eu sei. Parece até que fui feita a tinta a óleo.
Banhar no lago turvo.
Em utopia vejo os sentimentos oníricos e o paroxismo hermético que
eclode dentro do coração daquela bailarina. Era tudo tão doce. Era. Tudo
se foi com o vento e não me sobrou mais nada. Entretanto, ainda posso
ver no anil de suas íris o relicário que aparentemente permanecerá
intacto. Lograva de jeito doce enquanto me era possível e sofreava
sublevado logo após. Quiçá, eu deveria ter desfrutado com volúpia o
sápido sabor de teus lábios quando tive a chance. Maculou-me de forma
incita o quão frio e escuro tudo que era quente e claro se tornou.
Lolita
Ao relento de um desejo lascivo e quiçá lisérgico mostrava-se desnudo e
isento de qualquer frontispício desmemoriado de águas límpidas. Lolita
monologava os movimentos tenaz tão perfeitos que causaria inveja em
qualquer outra bailarina. Sopitava os mais profundos desejos oníricos
quando estava no auge se seu paroxismo de perfeição. O escarcéu de suas
sapatilhas eram como sinos ou música clássica aos meus ouvidos. Eu amava
cada movimento que ela fazia. Fê-lo por dentre uma volúpia inquietante e
misteriosa. Lembro-me também se suas íris que me mostravam um oceano de
segredos. Doce relicário que nunca seria desvendado por mim. Deixa eu
fazer poesia, doce Lolita. Deixa eu fazer poesia com todo o teu
mistério.
Só sofro em Veneza!
Dedici que só sofro na Itália. Quiçá, ao canal de Veneza num passeio de gôndola ouvindo Mi Mancherai na voz de Josh Groban.
quarta-feira, 20 de junho de 2012
Arrivederci, Roma
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