quinta-feira, 21 de junho de 2012

Uma carta que nunca será enviada

Meu bem-querer,
Diz-se que o arco-íris só aparece depois da chuva o que de fato é verdade. Estou na calmaria do meu lar, estou no coração da selva. Gaia sempre se faz presente na minha vida tão formosa e primordial com tuas peônias vermelhas, rosadas e brancas. São tantas as cores desse paraíso. Hoje ao entardecer eu fiz questão de contemplar Apolo que, graciosamente permitiu que tua irmã Ártemis tomasse o seu lugar para iluminar o planeta terra. Há uma cachoeira bem do lado de casa e está reflete a minh’alma serena e que de noite é um dos sons mais convidativos e relaxantes que a natureza pode oferecer. Parece o canto das ninfas náiades que dançam pelo bosque detrás do recinto. Mamãe diz que temos plantas frutíferas por aqui mas ainda não tive tempo para explorar essa parte, infelizmente.
O motivo dessa carta é que eu preciso lhe dizer que você é o pássaro azul do meu jardim. Tu tens asas para voar e muitos motivos para ficar, sabes disso. Quero que sejas feliz independente de tudo, leãozinho. Do meu lado ou não. No que precisar estarei aqui para ser sua amiga e guardar seus segredos.


Brizzabella.

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